09 agosto 2017

Terminar ou não?


Eu sei que o meu lugar não é aqui. Terminamos tantas vezes, mas em todas as vezes, nunca consegui me livrar de você. Durante todos esses anos, sempre tentei livrar o sentimento que existe dentro de mim. Porque eu sei, que bem no fundo, você não é pra mim.

Tentei de todas as formas, fazer com que tudo desse certo. Tentei muito, briguei com o mundo, virei as costas para as pessoas que me amam, mas tudo foi em vão. Você continua o mesmo cara malandro, de muitas traições e pouca responsabilidade. Você continua o mesmo, enquanto eu, não sou a mesma faz muito tempo.

Não sei quanto tempo ainda irei tolerar. Não sei quanto tempo, você ainda conseguirá mentir e manipular as pessoas. Ainda não sei quanto tempo nos resta, mas com certeza, não é o tempo suficiente para fazê-lo mudar. Você não irá mudar.

Infelizmente, não podemos mudar as pessoas. Ninguém vive somente de amor. As pessoas vivem em relacionamentos leais, fiéis e unidos. Relacionamento não é somente a conta pra pagar, a cama pra dividir e o sexo antes de dormir. Relacionamento é muito mais do que isso, e é uma pena, que você não saiba se relacionar. 

Eu é que não irei ensinar. 


Joyce Xavier. 

31 julho 2017

A inveja existe?


É claro que a inveja existe! É claro que energias negativas existem, que maldade existe, que feitiços existem. Mas também, sabemos que a fé existe, que o nosso coração bom existe e que Deus existe.

Não preciso ser bonita, ser rica e ter o casamento dos sonhos para ser invejada. Muitas das vezes, as pessoas sentem inveja de quem você é. Porque só conquistamos as coisas na nossa vida, sendo quem nós somos, sem passar por cima de ninguém. E com certeza, quem nos inveja, não sabe como conseguimos. Não é verdade?

Eu escrevia e falava muito sobre isso, mas quando eu comecei a ficar mais quieta sobre os meus sonhos e meus planos, as coisas começaram a andar. Primeiro, porque até quem mais deseja o teu bem, pode sem querer te invejar. E segundo, quando falamos algo, estamos expondo para o universo os nossos planos. É melhor conversar em silêncio com Deus.

Eu aprendi a falar com as pessoas, somente o necessário. Eu aprendi também, a divulgar os meus sonhos, somente depois de realizados. E aprendi, que tudo na vida pra dar certo, só depende de mim. Então cabe somente a mim, cortar a inveja. Não posso fazer com que o outro, pare de me invejar.

Isso é um dever de Deus.

E eu não sou Deus para me tornar perfeita, ou até mesmo, querer que as pessoas ao meu redor sejam da forma que eu quero que sejam. Portanto, a inveja só entra na sua vida e nos seus caminhos, se você abrir as portas para ela. 

Ignore tudo que for negativo.

No fundo, sabemos quem gosta da gente ou não. No fundo, a gente sabe, quem torce pela gente, quem quer o nosso sucesso, e quem sente orgulho de quem nós somos. E posso dizer uma coisa: são poucas pessoas. Porque as pessoas podem até gostar de você, mas pelo simples fato de ser infelizes, elas não querem que você seja feliz. Pelo simples fato de não conseguirem realizar sonhos, elas não querem que você realize os seus. 

Estranho? Também acho.

Mas para que coisas ruins não se aproximem, você precisa aprender a ignorar. Não é tão fácil, quando você é uma bomba atômica (no meu caso), mas é simples quando você ocupa a sua mente com coisas que te fazem bem. 

Joyce Xavier 

28 julho 2017

Esqueça o passado, acredite no futuro.



Ontem eu ouvi de uma amiga, que ciclos se encerram para que novos ciclos possam começar. Que portas se fecham para outras portas se abrirem. Eu demorei muito tempo para aceitar isso, porque eu sou um pouco egoísta. Tudo tem que ser no meu tempo e da forma que eu quero.

Mas comecei a pensar e a me questionar, por que nada dava certo pra mim. Comecei a reclamar com Deus, por que todos conseguiam tudo e eu não saia do lugar. Comecei a desistir de viver. Comecei a desanimar. Comecei a achar, que não acordar seria a melhor solução da minha vida. Comecei a falar sobre me eliminar.

Tempo perdido. Ou não.

Analisando sobre isto, sobre pessoas que entram e saem da minha vida, cheguei à conclusão, que no fundo, ninguém permanece. Só permanece o que sentimos em relação à elas. Por exemplo, minhas amigas de infância. Tenho contato com algumas, mas aquela magia de quando éramos crianças, já se foi. O que ficou foi o amor que sentimos e a recordação de uma fase maravilhosa que já vivemos. 

Outro dia, ouvi de mim mesma (sim, eu converso comigo), que para que as coisas dessem certo, eu deveria ser otimista. Sabe quando você acorda mal, dorme mal e enxerga as coisas negativamente? Então, eu estava assim. Foi quando virei o disco e mudei a minha rota. Comecei a ouvir aquela mulher que há dentro de mim, que berra todos os dias, que implora para ser livre.

Confuso? Nem tanto.

Comecei a mostrar para mim mesma, que tudo pode dar certo, se eu me desvincular do passado. Ou seja, escolher um caminho. Coloquei as lembranças uma ao lado da outra. Pensei no meu passado triste, que eu insista em pessoas e momentos, que só me faziam mal, que não me acrescentavam em nada, que só sugavam as energias boas que eu tinha. Ou então, eu absorvia as ruins delas. Olhei para o futuro, vi uma luz brilhante, os meus sonhos e desejos concretizados e toda aquela vibração positiva que eu sempre gosto de sentir.

Não preciso dizer qual caminho escolhi.

Tem momentos em nossas vidas, que precisamos optar. Precisamos abrir mão de alguma coisa, ou até mesmo de alguém. Infelizmente é assim. É triste a despedida, mas é mais gostoso se sentir livre para voar atrás dos sonhos. Não quero mais (nunca mais) remoer passados fracassados, dores desnecessárias e mágoas decadentes. 

O que ficou para trás, não quero viver nunca mais.

Joyce Xavier 

27 julho 2017

Chegou a hora de me amar.


Chegou o fim garotinho, mas não o meu fim. Não é o seu fim, é o nosso fim. Durante tanto tempo, eu cuidei de você, mas na realidade, deixei de cuidar de mim. Fiz tanta coisa por você, virei o meu mundo, enfrentei as pessoas que não nos apoiaram, briguei com a minha família, eu fiz tudo que achava que deveria fazer.

E não me arrependo.

Mas tem uma hora, que a gente cansa de ajudar quem não quer ser ajudado. Quando eu amo, eu amo de verdade, eu amo com a minha vida, eu entrego a minha alma. E com isso, absorvo coisas boas e ruins. Quero abrir os braços e agradar à todos. Quero ser a mulher maravilha, quero ser uma Santa, mas tenho que entender que a vida real, não é como pensamos. É dura, e infelizmente, recíproca.

Cansei da nossa novela garotinho, cansei das manhãs tristes que chorei pensando em você. Cansei de acordar cedo para preparar o seu almoço, enquanto você havia acabado de estar com outra mulher. Cansei de deixar os meus sonhos de lado, para realizar os seus. Cansei de tentar ser a mulher perfeita pra você, enquanto eu estava imperfeita para mim, para os outros e para Deus. 

Cansei de você.

Pode parecer mentira, mas esse cansaço me dói. Doeu tirar a venda dos olhos, sangrou dizer adeus, a liberdade me deu medo, mas não um desespero. É aquele aquele receio de que tudo pode dar errado, sendo que no fundo você sabe que pode dar certo,

O fim é liberdade. 

Não te desejo mal. Cada vez que me falam sobre você, sangra aqui dentro do peito. Mas não é a saudade, é porque eu quero que você fique bem de verdade. Quero te ver feliz, quero te ver sorrir, quero te ver crescer. Mas já fiz de tudo, agora não depende mais de mim, depende de você. E você se afunda nas emoções que nunca conseguiu me explicar. É, eu só tentei te ajudar.

Qualquer dia, a gente se encontra pelos caminhos da vida. Mas hoje, eu preciso exclusivamente de mim. 

Até.

Joyce Xavier 

26 julho 2017

O tempo cura tudo?


O tempo cura o que permitirmos. Com certeza ele já curou tantas feridas dentro de você, assim, como também já curou feridas em mim. Quando olho para trás, eu dou risadas. Mas até chegar a parte que o seu drama, torna-se comédia, o processo é longo. E nada fácil.

Todos os dias eu olho para o calendário, e estou sempre sintonizada no relógio. Acordo querendo dormir, durmo não querendo acordar. Muita gente pensa que é drama, mas não saber como seguir a sua vida, é complicado. Por mais que você saiba os caminhos, livrar-se de apegos do passado é quase impossível. Sempre nos acomodamos com momentos, pessoas e lugares, temos medo do novo. Não temos certeza do fim. 

Será que tudo tem fim?

A sua dor um dia terá fim. Mas não basta a ajuda alheia, a primeira pessoa que precisa ser entender e aceitar a sua transformação, é você mesmo. 

O tempo ajuda?

O tempo ajuda se você quiser ser ajudado. Fechar as portas de casa, isolar-se dentro do quarto e apagar as luzes com medo de todos, além de trazer o pânico, traz a tristeza de uma vida que não é escrita tão bonita.

E quem pode escrever a sua vida?

Você! Só você pode escolher os seus caminhos e ser também protagonista da sua própria história, mas respeitando o tempo. Porque nada acontece de um dia para o outro, mas a sua força de vencer, pode aparecer ao amanhecer.

Bora tentar?

Joyce Xavier 


16 julho 2017

É hora de dizer adeus?



Chega um momento, em que você cansa de ser incansável. Rebuscar o amor em algum lugar, parece um sonho que nunca irá se realizar. Caminhar com os ombros mais leves, é a incerteza da tranquilidade e confiar em alguém, é praticamente surreal. Nada que queremos é como teremos e cansei de ouvir falar do famoso "tempo". Estou exausta de tanto lutar e não encontrar o meu troféu, o meu momento.
Tem horas, que a garganta entala, que o corpo quer cama e que os dias, com o passar do tempo - que parece não ser o seu - são mais pesados, mais estranhos e misteriosos. Eu estou sem paciência e os outros também. Pelo menos comigo, eles não tem.

Não tenho super poderes para sempre estar sorrindo, não tenho braços longos para abraçar o mundo, aliás, o único mundo que é certo de viver, é o meu. Nele entra quem eu quero e quem é capaz de conseguir morar, sem me afrontar. Poucos conseguem viver sorrindo nele, enquanto eu preciso de comprimidos.

Tentei por um tempo, ser o espelho do outro. Tratá-lo da forma que ele me trata e ignorá-lo da mesma forma. Não consigo, não quero isso pra mim. Quero ser para o outro, da mesma forma que ele é pra mim. Mas sinto que sou pouco, para aqueles que eu quero muito. Não falo de atenção, falo de sentimento mesmo.

É hora de dizer adeus para as minhas vontades, elas estão incomodadas pela minha ansiedade e pela minha sede de vitória, de corpos abraçados e corações apaixonados. Está na hora, de acordar para o mundo e descer os degraus das nuvens dos sonhos devagar, sem pressa para não me machucar. É hora de estalar os dedos e ver que nem tudo é tão fácil (ou talvez, que não seja pra mim).

É hora de dizer adeus a tudo que me machuca, que me fere e que sem querer, me deixa sozinha no ar da escuridão. É hora de dizer adeus ao seu não, mesmo que seja por antecipação.

Joyce Xavier

08 julho 2017

A dor um dia passa. Tem que passar.

Eu sei o sofrimento que você sente, eu já senti. Parece que todo o seu passado foi uma mentira, que você viveu um mundo de ilusão, e que todos os seus sonhos, foram jogados na lata do lixo, como se não valessem de nada, Como se nada tivesse tido importância, como se você não prestasse mais.

Você pode não estar preparada para falar sobre o assunto, eu entendo e respeito o seu tempo. É difícil falar das coisas que nos machucam, e nos fazem relembrar momentos que nos trazem dores. Que nos deixam tristes e sensíveis. Mas não se envergonhe, na vida tudo tem seu tempo, um dia você conseguirá falar abertamente sobre isto sem mágoa. Eu sou a prova viva disso.

E quando o tempo passa, quando você começa a se recuperar de um tombo, tudo de mais surreal acontece. Parece que todos os problemas resolveram aparecer de uma vez só, e você fica paralisada, sem saber por onde ir, por onde começar e o que fazer.

Eu te entendo, eu me sinto assim às vezes.

Na vida existem fases boas e ruins, e pense pelo lado bom, que essa fase vai passar. Que mais uma vez você irá superar, que qualquer dificuldade, não fará que você perca as suas forças. Porque pra continuar, é preciso ter coragem. E isso, eu sei que você tem.

Hoje você pode estar triste, mas amanhã, você irá olhar pra trás e agradecer. Você vai até achar graça de algumas coisas, e também, querer tomar distância de outras.

É o percurso da vida. Não o quebre.

Joyce Xavier.

20 maio 2017

Tereza em pré-venda! Saiba mais!



Tereza é uma mulher sem nenhum tipo de escrúpulos. Nela não há nenhum tipo de bons sentimentos.
Não mediu esforços para chegar onde está, e ter o casamento perfeito com Roberto, bem como o amor incondicional do mesmo.

Letícia, a ex-mulher parece ser o oposto de tudo isso.

Essas duas mulheres que tem seus destinos cruzados em meio a uma trama que envolve maldade, conflitos familiares, assassinatos e mistério, irão despertar nos leitores os mais diversos sentimentos.
Descubra que bem toda maldade do mundo irá lhe afastar de Tereza, e que essa mulher pode deduzir até a mais inocente das criaturas.

Livro em pré-venda.
Autoras: Joyce Xavier e Juliana Daglio.

Acompanha juntamente com o exemplar físico do livro um mini poster autografado pelas autoras, um marca página, um botom e uma prévia em e-book do próximo lançamento da Editora Instartup.

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23 abril 2017

Tem horas, ora! - Por Ana Nunes e Joyce Xavier


Tem horas que fico sem paciência com a vida, intolerante com as pessoas e com o mundo. Como se os ombros pesassem e o peito apertasse. As horas não passam, o sono não chega e nada continua – como se a própria vida pausasse os instantes e eu simplesmente aceitasse, não me mexesse e deixasse (deixasse as horas correrem, mesmo que lentas e com nada à minha maneira). 
Tem horas que as horas são atribuladas e cheias de mistérios. Que me sinto um nada, uma solidão frustrada, uma caminhada triste e longa. Mas tem horas, que percebo que preciso mudar. Já questionei a mim mesma que tem hora pra tudo e que eu tenho tudo nas horas. 
Eu escolho o que quero pros meus momentos. Eu decido como quero passar minhas horas. Ora de pernas pro ar, ora ouvindo música, ora envolvida em algum trabalho extremamente importante, ora perdida em pensamentos que nem sei onde, porque ou como começaram. E existe mesmo um momento pra cada coisa, uma cor pra cada dia. 
Existe um sorriso e uma lágrima, um silêncio, uma melodia. E mesmo que faça muito barulho por muitas horas, você pode pausar seu relógio e acertar os ponteiros, você pode escolher sua cor e colorir sua história. Basta querer. Tem horas que, poxa vida, ora bolas!, eu não quero moleza, eu não quero dureza, eu só quero leveza, ou eu quero pressa demais. Eu quero tudo novo a cada dia. E quero começar agora. Tudo tem a sua hora e é hora de renovar.

Ana Nunes e Joyce Xavier

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15 abril 2017

Depois da desilusão amorosa.








Tudo acabou. Você sorriu, mas eu preferi partir. Essas coisas de despedidas não colam comigo. Não nasci para o adeus, não sou fã do até logo, e também, não gosto de tirar de dentro de mim, as pessoas que eu amo. Quem sem querer, deixamos entrar para fazer um pequeno estrago.

Pode ser fácil pra você, eu acredito. Homens têm atitudes e pensamentos diferentes de nós mulheres. Acredito que sofram, mas não como nós. Nós mulheres nos doamos, mergulhamos no sentimento mais profundo que existem em nós. Nós, as mulheres, somos incomuns. Nascemos para multiplicar, enquanto alguns homens, nasceram somente para nos machucar e satisfazer os seus desejos mais ousados. Não merecemos isso.

Alguns homens têm a fase da curtição, outros amadurecem e conseguem nos respeitar. Amam de verdade. Mas até essa fase do homem chegar e ter uma conexão perfeita entre nós, leva muito tempo. E a nossa ansiedade não nos faz esperar. Porque queremos aquele homem, pensamos que ele é o único, mas não enxergamos que o leque está aberto para outras pessoas entrarem na nossa vida. 

Conheço homens e homens. Mas todos que passaram na minha vida, só me trouxeram dor.

Depois de uma desilusão amorosa, é difícil seguir em frente. Dói no fundo da alma, dói em todos os passos que damos, as lembranças são complicadas de serem apagadas e tudo vira somente história para ser contada. A cada página virada da minha vida, vejo um carimbo escrito fim, e é tão triste, é traumático.

Os dias passam devagar como os passos de uma tartaruga. As noites chegam para aliviar a tensão e adormecer o coração. O sol nasce para mostrar que existe mais um dia de batalha, mais um dia de luta. Mas parece que a glória está distante de chegar.

E quando você menos espera, tudo acontece. Enquanto você pensa que os problemas foram resolvidos, todos outros aparecem. Eu não tenho maturidade e muito menos sabedoria para lidar com isso. O psicológico está cansado, os ombros pesados e o corpo, com a vontade de ficar na cama olhando somente para o ventilador de teto, que gira, gira, gira e não para mais até que eu o desligue.

Mas eu não quero desligar o ventilador. Quero me desligar do mundo. 

Infelizmente não posso. Tenho que levantar e seguir em frente, enfrentando o que há por vir, juntando os cacos que deixaram, para ser forte e continuar sorrindo, mesmo que esteja morta por dentro. E tentar, pelo menos tentar, reconstruir outros sonhos. Já que os outros, foram deixados quando resolvi partir. 

A parte mais difícil também, é ouvir o que você não quer ouvir. É saber, o que você não quer saber. É ser criticada, sem ter um ombro amigo. É não ter cura para a ferida que lateja dentro do peito. É esperar o tempo, que parece não existir. 

E aqui eu fico esperando o tempo, que talvez me surpreenda, mas que talvez, nunca chegue.

Joyce Xavier 

11 abril 2017

Existem pessoas de todos os tipos





Existem pessoas que entram na nossa vida, pra fazer um estrago e vão embora. Existem pessoas, que entram na nossa vida para nos dar alegria e vão embora. Existem pessoas que fingem entrar. Existem pessoas, que entram, tomam um café e partem sem dar notícias. Existem pessoas que nos faz chorar de felicidade, mas também existem pessoas que nos tiram lágrimas de sangue, sem piedade.
Existem aquelas que nem te conhecem, mas querem estar perto de você. Existem aquelas, que te julgam como chave de cadeia, que te quer por longe. Tem gente que você sente saudade, mas mora distante.
Existem pessoas que rezam por você, que te dão a mão, que te doutrinam para a cura. Outras, apenas te levam para a loucura, para o abismo e sentimentos sem sentido.
Existem pessoas que nasceram para te julgar, outras nem querem saber da sua história, querem te ajudar.
Existem pessoas que nasceram para ser o seu amor, outras, suas amigas, mas também existem aquelas inimigas. Existem as que são indiferentes, existem as mascaradas e aquelas, que você dá o perdão por talvez não ter vergonha na cara.
Existem inúmeras pessoas que podem entrar na sua vida. Existem vários caminhos que você possa alcançar. E só você tem o direito dessa escolha, só você pode decidir isso.

E eu decidi o caminho do amor. Eu decidi as pessoas que me dão paz. Sem mais.

Joyce Xavier.

28 março 2017

As marcas do meu corpo. Violência doméstica


Lembro-me da primeira vez que você me feriu. Não fiquei com marcas pelo corpo, marcou a minha alma, o meu coração. Lembro-me que me fez vesti-lo para uma festa e não me deixou ir com você. Pediu para que eu fosse mais tarde, que chegasse depois. Não éramos namorados, eu te amava e você apenas, me usava. Procurava-me para sentir prazer ou até mesmo, quando estava sem dinheiro. Era puro interesse e eu, fui uma mulher boba. Então, eu fui.
Chegando na festa, você me disse que a sua ex estaria lá. Quando ela chegou, senti um frio na barriga e fui embora sozinha. Você, foi embora com ela e durantes algumas semanas, ficou distrante. Com ela.
Eu chorei muito, sabia? Chorei demais. Chorei até a alma gritar por socorro. Chorei calada no meu travesseiro. Chorei pro mundo ouvir. Mas ninguém ouviu.
Logo depois, você me procurou novamente. Eu boba e inocente, aceitei as suas desculpas. Parecia que eu estava enfeitiçada. Todos os meus amigos falavam sobre você e eu, tentando culpar as pessoas por erros que eram cometidos por você mesmo. As pessoas se afastaram de mim, briguei com o mundo, acusei todos e no final, me deixou somente com marcas pelo corpo, que um dia irão sarar. Mas aquele momento terrorista, jamais irá sair da minha memória.
Depois de tanta luta, resolvemos assumir um relacionamento. Até que a primeira agressão aconteceu. Na casa de pessoas queridas. Um soco no rosto, apenas um soco me fez ir nas nuvens e sentir uma dor horrível. Você nunca me respeitou, mas as minhas palavras pesadas, não doem tanto como a sua porrada.
Chorei durante uma semana. Resolvi aceitar as suas desculpas.
Depois de voltar contra a vontade da minha família e dos meus amigos (mais uma vez). As primeiras semanas são maravilhosas. Tudo em perfeito estado, até surgir uma nova agressão: tudo culpa da cerveja. Eu com o meu jeito abusado e prepotente, não se calava com medo do seu jeito agressivo. Então, mais uma vez ocorreu. Mas dessa vez, fiquei em silêncio.
Tudo voltou como antes.
Mas quando acontece a primeira agressão, abrimos a porta para que aconteça mais uma vez. Não adianta fugir do inferno, se você abre a porta pra ele. Se você mesma se propõe a isso. E foi o que aconteceu comigo. Deixei-me levar pela emoção, pelo comodismo e pelo amor. Deixei-me levar pela esperança de uma vida melhor, dos planos anotados na agenda, das juras de amor ao pé de ouvido e do meu fantástico mundo perfeito, que criei somente na minha mente, na minha cabeça.
Uma bela noite, você resolve sair para beber. Eu resolvi fazer o mesmo. Ambos em lugares diferentes, mas você, infelizmente, chegou primeiro em casa. E com aquela raiva que já me consumia, resolvi te provocar. Fingi que estava falando no celular. Foi quando conheci um monstro, foi quando percebi, que você não era o que eu pensava (ou eu mesma já sabia e tentava esconder tudo de mim mesma).
Primeiro foi um soco na cara, depois, o celular no chão. Em seguida um empurrão que me fez cair em cima do meu óculos e vários socos. Muitos, inúmeros, diversos. Tentei sair, implorei e gritava de tanta dor. Ninguém me ajudou. Ninguém ouviu.
Consegui correr e abrir a porta, mas não alcancei o portão. Fui puxada pelos cabelos até dentro de casa, foi quando a televisão caiu e fui jogada na cama, sendo assim, minha cabeça bateu muito forte contra a parede. E eu só enxergava o pedaço de madeira na frente. Eu só ouvia você mandar eu calar a boca. Eu me calava.
Consegui sair de casa e ligar para a minha mãe. Inventei uma historia doida e ainda fiquei dois dias dentro da mesma casa. Dessa vez, não em carcere privado, mas por opção mesmo. Queria ficar uns dias para ninguém ver as marcas do meu corpo. Mas cada pedaço daquele lugar, me lembrava a cena de terror que eu tinha passado. E o meu medo de morrer, falou mais alto.
Depois de me bater, me abraçou, me ajudou a passar pomada nos machucados. Em toda a parte roxa do meu corpo. Ainda pegou água para eu tomar o meu remédio e eu consegui dormir. Era a noite. Acordei pelo meio da madrugada, mas você não estava. Não apareceu até a noite do dia seguinte, foi quando eu decidi que era a hora de partir. Qualquer dia eu acabaria morta, e você, preso.


Já chorei tudo que eu tinha pra chorar. Sinto uma grande vontade de ter a minha vida de volta, de voltar ser a mulher que eu era sem você. Não me arrependo de ter te conhecido. Não me arrependo de nada. Só tenho uma necessidade de ser feliz, de sorrir novamente. Infelizmente as marcas do meu corpo ainda doem e preciso me recuperar. Eu sei que logo isso irá passar.

Joyce Xavier - Trecho do livro "Depois da última lágrima".

21 março 2017

Homem tem que ter atitude - Rogério Oliveira e Joyce Xavier



Se for pra ser, que seja direito. Sem meio termo! Sem lenga lenga e disse me disse. Comigo é assim, ou vem pra modificar e fazer a diferença ou nem precisa vir. Eu quero que seja de verdade. Passei da fase do banho-maria, de me deixar levar pela carência e falta do que fazer nas noites de tédio.

Estou sem paciência para as inverdades ditas, para as saídas inúteis e promessas que jamais serão cumpridas. Não tenho tempo, meu coração não espera e por mais que eu tenha um pouco de pressa, quero o verdadeiro. Meu interesse maior, é encontrar o coração que também está tão perdido quanto eu. 

Sigo Cazuza: ''Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.'' E que seja furacão e calmaria, na mesma intensidade. Que me torne o que eu nunca fui e desperte o que eu sempre quis. Que me cause as melhores sensações e delicias que só alguém de verdade é capaz de propor.

Que me faça recitar poemas, que me resgate da melancolia diária, que venha para saciar as minhas vontades, que me dê um pouco de liberdade, me aprisione nos braços e me transmita segurança. 

Esgotei-me dos embaraços e dos meus pés descalços que se esfolaram de calçar a alegria de ter uma companhia, quero derrubar a solidão que mora em mim, na verdade eu quero um amor sem fim.

Rogério Oliveira e Joyce Xavier

16 março 2017

Seu ex é meu atual. E daí?


Durante tanto tempo, você foi o inferno da minha vida. Eu ficava insegura, pois em qualquer briguinha, ele iria correndo para os seus braços. E quando brigava com você, vinha para os meus. Acredito que nessa histórias, somos vítimas. Qual o homem que não quer ter um aconchego, quando entra em algum desespero? Machismo e sentimento de posse, também estão inclusos em tudo isso.
Mas o tempo passou, eu segui a minha vida. Você também seguiu a sua, vejo que está feliz e o seu sorriso, diferente. Tem luz nele. Mas será que tem?
Enquanto isso, o seu ex resolveu criar uma vida comigo. Deixamos o passado para trás, tanto os erros dele, quantos os meus. Não sou santinha e dou a cara a tapa.
Sinto que você não ficou muito satisfeita. Mas na história, eu não fui burra. Ele te amava muito, eu era apenas a diversão. Ele me deixava esperando para te encontrar, ele me fez chorar por causa de você. Algumas vezes, eu queria que ele sumisse, pois assim, ele sairia da minha vida. Mas quantas vezes você o deixou escapar, e eu sem pedir, ele voltava pra mim?
Você fez tudo para mantê-lo perto: inventava histórias, gravidez e muito inferno. A única coisa que conseguiu, foi deixá-lo longe todos os dias. Eu não roubei nada de você, você me deu ele de presente de mãos beijadas. Você carimbou na teste dele “SOLTEIRO” e o jogou na vida. Eu só agarrei para ser feliz.

E mesmo depois de tudo, me procurou para falar mal dele. Disse coisas horríveis que não esqueço. Até mesmo, que eu não conseguiria realizar meus planos, ao lado dele. Bem, se ele é um bicho, não sei o motivo da sua procura atualmente.
Mantenha distância dele, de mim e de nós. Se fosse tão feliz com o seu marido, como diz para as pessoas próximas, iria guardar o passado na caixinha de lembranças. Viva o seu presente. 

Joyce Xavier 

20 fevereiro 2017

O verdadeiro amigo é...



O verdadeiro amigo não é aquele que anda do seu lado todos os dias e está todos os finas de semana, na mesma roda de cerveja. Às vezes, esse é o amigo que você mais tem sintonia, mas na verdade, pode não ser recíproco a sua amizade.

O verdadeiro amigo briga por você e tem opiniões próprias. Não é aquele que é neutro, mostrando-se imparcial com coisas que acontecem ao seu redor. Ele fala na lata (ou suavemente) o que observa de fora. Pois para ele, é muito mais fácil dizer. Ele não pensa com a emoção e sim, com a razão.

O verdadeiro amigo pode não ser tão carinhoso, mas é fiel aos sentimentos que sente por você. E a fidelidade, é o melhor ato de carinho que pode existir.

O verdadeiro amigo é aquele, que não aceita os seus defeitos, mas por te amar demais, te respeita pelo jeito que você é. E mesmo com os altos e baixos da vida e discordância de opiniões, é aquele que por mais que hajam ventanias, nunca vai deixar de estender a mão.

O verdadeiro amigo é aquele, que não precisa saber tudo da sua vida, mas te respeita as suas decisões e não deixa o egoísmo dominar os sentimentos.

O verdadeiro amigo é aquele, que mesmo que tenha novos amigos, não te deixa na mão e nem se quiser, esqueceu dos momentos que já passaram juntos.

O verdadeiro amigo é aquele, que sonha e também tem objetivos. Às vezes, os caminhos são complicados e ver um amigo progredir, não é sinal de impotência. É uma vitória conquistada. Quem é amigo, ama ver o outro feliz.

O verdadeiro amigo é aquele, que erra e que tem a humildade em pedir desculpas. E mesmo estando distante, não deseja o mal e muito menos, joga no vento todos os segredos do outro. Isso além de amizade, chama-se caráter.

O verdadeiro amigo é aquele, que deixa você quebrar a cara com a sua teimosia, mas não hesita em abrir os braços quando você precisa.

O verdadeiro amigo é aquele, que você deve conservar no coração. Pois no mundo do ódio e rancor, é difícil achar pessoas de boa índole.

O verdadeiro amigo não te trai, não te humilha perante a sociedade e muito menos, acha-se melhor do que você.

O verdadeiro amigo é aquele, que é verdadeiro com ele, com o outro e com o mundo.


O verdadeiro amigo pode não estar no outro, pode não estar em você, mas pode ser verdadeiro com os demais. Quando o verdadeiro amigo não existe em você e nem no outro, é hora de arrumar a mochila e partir. Talvez, foi um engano. Ou apenas uma afinidade incrível, que foi confundida com amizade. 

Joyce Xavier 

17 fevereiro 2017

O seu problema, não é meu.




Ando muito sem paciência e com preguiça de certas coisas. Não que eu seja intolerante, mas a vida anda tão corrida, que os nossos ombros pesam com as dificuldades da vida. Não tem mais espaço, forças e tempo, para carregar problemas que não são meus.


"Mas Joyce, isso é egoísmo"

Pode até ser por um ponto de vista, mas chega um momento da vida, que você cansa de só ajudar os outros e nunca se ajudar. Você cansa de doar e nunca receber. Você fica fraco de tanto batalhar, enquanto ninguém se move pelo seu próprio benefício. Tem uma hora, que você cansa de carregar o mundo nas costas, mas o mundo, não cansa de largar tudo em você. Tem horas que tudo sua paciência explode. E você também.


"Joyce, mas quando eu precisar, você não irá me ajudar?"


Claro que sempre irei ajudar, amar e abraçar aqueles que eu amo. A única coisa que não quero mais, é absorver os problemas dos outros, que no final de tudo, a única que não presta sou eu mesma. Pois as pessoas inventam coisas que você disse, simulam coisas, imaginam coisas e até inverte o que foi dito, para sair como "pobre coitado" e você não presta. E cansei de não prestar. Pois, quero tanto ajudar, que me prejudico.

Tem aqueles, que fazem um círculo vicioso de fofoca, como um telefone sem fio e quando chega nos seus ouvidos, a história está toda modificada, deturpada, maluca e coisa de filme de Harry Potter. É surreal. E com isso, geram brigas, desconforto, ofensas e mau-estar. 

Ninguém quer viver em guerras, em picuinhas e intrigas. Pelo menos, eu não quero. Se a pessoa não gosta de mim e me odeia, é um direito dela. Também não sou santa. Mas não sou obrigada a absorver tudo que não me faz bem. Problemas já tenho dentro de mim, comigo mesma. Não quero absorver dos outros. Não tenho mais espaço. Não me interessa.

Por isso, estou no momento de ficar na minha, afastada e quieta. Quem quer saber sobre mim, sabe aonde me encontrar. Quem não quiser, pode continuar distante. Não faz diferença nenhuma. 


Joyce Xavier 



24 janeiro 2017

O Diário dos 30 anos - parte dois








Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2016.
Sábado

Ano novo, vida nova e Diário novo. Ginger foi guardado com as outras agendas da época do colegial. Escrevo muito e guardo tudo. Rodrigo me presenteou e como você é mimoso, um rosa bebê com flores amarelas, irei te chamar de Baby. Sim Baby Spice... E não me pergunte “mais um com Girl Power?”, pois não temerei em responder. Então Baby, podemos começar?

Ontem, primeiro dia do ano, primeiro dia de 2016 e eu acordei nua dentro do banheiro. Nua, totalmente nua como vim ao mundo. Eu fedia a cachaça e meu cabelo estava molhado por causa da minha baba. Diana dormiu com um de seus filhos aqui em casa e quando o pobrezinho acordou e foi até o banheiro, eu estava lá. Lembro-me que quando abri os olhos e tudo estava confuso, minha cabeça doía muito e eu via duas Diana olhando para mim. Sim, Diana estava lá, rindo no banheiro, fotografando tudo e registrando aquela cena deplorável na qual eu me encontrava. Levantei-me e apoiando-me com as minhas mãos ainda vomitadas sobre o vaso sanitário, arranquei com toda a fúria embriagada o celular das mãos de Diana e arremessei contra a parede. Eu precisava de ajuda e não de paparazzi disfarçada de amiga, aquela amiga que quer estampar nas primeiras páginas de todos os jornais a minha desgraça.

Sai pela porta do banheiro me sentindo sexy e desfilei nua pela minha casa, não havia mais ninguém. A festa de réveillon deve ter sido maravilhosa, pois a minha casa estava um caos. Minha cabeça explodia de ressaca e os berros de Diana estavam me deixando irritada. Vesti-me rápido e em câmera lenta, ignorei a presença dela acompanhando os meus passos. Parecia uma sombra, uma perseguição, vodu, encosto...

Abri a porta da geladeira, peguei a primeira garrafa de água e bebi no gargalo. Não havia visto nenhum copo limpo por perto, somente a pia repleta de louça e uns cacos de vidros pelo chão. Percebi que a festa havia sido tão boa, que além de ter feito um estrago no meu fígado, havia feito na casa também.

Quando caí na real, olhei para o lado e percebi que Diana não parava de gesticular. Sua boca se movimentava, seu rosto estava com uns traços estranhos... Não sei explicar, e com um de seus braços para o alto, ela o balançava e eu logo pensei “pronto, incorporou”. A minha dor de cabeça era tanta, que eu não conseguia ouvi-la e cheguei a me perguntar, que tipo de droga eu havia usado na noite anterior, mas por sorte, era tudo culpa somente da bebida. Eu não tinha culpa de nada. Ou quase nada.

“Quantos aparelhos você quer?” – gritei. Eu queria que ela parasse de berrar, eu não queria ver ninguém e estava na depressão pós porre de cachaça. Eu só queria que ela sumisse com aquela careta aterrorizante, estilo do filme “Pânico”. Lembro-me que eu morria de medo do filme e sofri junto com a Neve Campbell de tanta aflição. Sem piedade da minha destruição, ela disse batendo com a sua mão direita no peito “Eu compro a marca que eu quiser, se eu quiser eu compro o caralho todo!” Na verdade, eu até gostaria que isso fosse verdade, que ela comprasse o caralho todo, que tivesse tanto caralho na vida dela, que ela enchesse a boca de caralho e não enchesse a porra do meu saco.

Olhei desnorteada pela casa, levantei as almofadas que estavam jogadas pelo chão, me ajoelhei e olhei por debaixo dos sofás, mesa de jantar, enquanto Diana gritava “o que procura? O que procura?”.  Não disse nada, só pensei “teu cu”, mas resolvi me calar. Achei a minha bolsa, peguei o cartão de crédito e joguei em sua direção aos berros “compra esta merda e saia da minha frente... Sai daqui sua imbecil”.

 O cartão caiu no chão e enquanto ela se abaixava para pegar, eu andei em direção a porta para abri-la. Parada e com um sorriso debochado, aguardei impaciente que ela arrumasse suas coisas e ajeitasse o seu filho. Na verdade, eu queria era ficar sozinha. 

Despedi-me com um “passar bem” e voltei a dormir, só que desta vez na minha cama, que não me deixou no dia hoje. Além de ter perdido a sociedade com Diana, perdi a dignidade e meu macho novo. Devo ter feito uma merda muito grande no réveillon, Rodrigo não me ligo e não atendeu as minhas ligações. Um bom começo para um ano novo.







19 janeiro 2017

Eu sempre fui a mesma


Não, eu não mudei. Eu estava mudada. Frequentava certos ambientes, que me traziam a alegria momentânea e as lágrimas ao descansar. Pernoitava longas noites com uma multidão de corações vazios. Sorria para agradar e chorava quando não conseguia mais aguentar. Correspondia com falsas atitudes para ser aceita.

Com medo da rejeição, sorria para ser querida e cantava melodias que não me satisfaziam. Conheci muita gente do bem, mas conheci gente do mau também. Modifiquei-me em uma pessoa que sempre critiquei e não queria ser. Esfarelei afeições, iludi-me com emoções e caí em diversas tentações. R

Rejeitei bons conselhos e por muitas vezes, nos momentos de solidão, me encontrei em desespero. Minhas ocasiões em revolta, eram para chamar atenção de quem não me entendia. Mas era impossível cobrar entendimento de alguém, se eu mesma não conseguia me interpretar. Substitui minhas vontades por lazeres em troca de amizades. Perdi minha identidade, esqueci das minhas verdades e me iludi ao acreditar em certas fidelidades. 

Não vivo em uma nova fase e sim retorno para meu antigo habitat. Devolver a minha alma minhas próprias vontades e recuperar a minha verdadeira pulsação que estava desaparecida, faz de mim uma mulher extremamente enlouquecida pela minha vida.

Joyce Xavier