12 setembro 2017

Fui estuprada pelo meu ex (Baseados em fatos reais)


Namorei Lucas durante seis meses. A gente se gostava, mas como a vida, tudo tem um começo, um meio e um fim.
Eu terminei o relacionamento, mas ele não aceitou. Sempre me ligava, mandava mensagens, me perturbava! Mas eu não queria mais, não queria mesmo. Terminei o namoro ainda gostando dele, mas não dava mais para seguir.
Um belo dia, eu estava na minha casa e ele chegou. Nunca estive no inferno antes. Ele queria de qualquer forma transar comigo. Eu não queria, e pelo fato de não querer mais, ele me estuprou. Sofri momentos de pânico, ele colocou o meu braço para trás, era agressivo, eu me senti como se fosse uma boneca que criança joga para todos os lados. No final de tudo ele disse: "não irei de abraçar, porque você está cheia de esperma".
No dia seguinte, eu fui trabalhar como se nada tivesse acontecido. Mas teve um momento em que não aguentei, desabei em chorar. Contei para a minha gerente, que no mesmo instante, me liberou para que eu fosse para delegacia.

E eu fui.

Cheguei na delegacia com as marcas daquele monstro. Eu chorava muito e tremia de tanto medo. Fiquei em silêncio por alguns segundos, olhando para a cara do inspetor. Ele parecia decifrar a minha dor e a minha humilhação. Fiz corpo de delito e abri queixa, Maria da Penha nele.
Quando ele recebeu a intimação, ficou revoltado. Eu estava andando na minha rua, ele simplesmente, jogou o carro em cima de mim. Os vizinhos viram e chamaram a polícia. Deram a placa e mais uma pra ficha dele: tentativa de homicídio.
Recebi a medida protetiva, ou seja, ele não pode se aproximar de mim. Precisa ficar uns metros de distância e não pode entrar em contato comigo, por nenhum meio. Porém, fui ameaçada pela mãe e pela nova namorada, caso se eu não tirasse a queixa.

Processei as duas.

Gravei as conversas telefônicas nas quais eu recebi a ameaça. Na audiência, elas mentiram. Disseram que não haviam me ameaçado. O juiz deixou que elas falassem, depois, mostrou a gravação de ameaça. Depois elas assumiram. Contra fatos não há argumentos. Mentiram sob juramento, falso testemunho.

Medida protetiva nelas e nome fichado na polícia.

Há pouco tempo tivemos mais uma audiência. Hoje ele é fichado como estuprador e tentativa de homicídio, antes ele tinha a ficha limpa.
Uma vez eu estava em uma festa, já tinha a medida protetiva. Ele estava com a namorada, mas ela não me viu. Quando o vi, senti um medo incontrolável. Ele me olhava de longe. Pensei em tudo que havia acontecido, e sem medo, liguei para 190. Ele saiu com a polícia do lugar. Deve ter sido horrível para ele, mas era a minha salvação.

Eu o amava, mas antes, amo a minha vida.

Isso foi no carnaval. Até hoje a minha família não sabe. Ele era tratado como filho, todos gostavam dele. Inventei uma desculpa para mostrar o nosso afastamento.
Voltei a ter depressão, não saio do quarto e não consigo parar de chorar. Dói porque eu penso que a culpa foi minha. Porque quando me deito, a imagem dele vem na minha mente. Eu sinto ele em cima de mim, como aconteceu naquele dia terrível. Eu ouço a voz dele. Eu vivo um inferno que não acaba.
Hoje eu namoro uma pessoa, que faz tudo pra me ver feliz. É policial, conhece sobre as leis e me ajuda muito, mas ainda não consegui ter relação sexual depois do estupro. Quando a mulher é violentada, ela fica traumatizada. Ela pensa que tudo vai acontecer de novo.
Ele perdeu o emprego, a mãe perdeu o emprego, e a namorada, passou num concurso público mas não pode assumir o cargo.

Ana Paula - São Paulo.

Os nomes foram modificados a pedidos da vitima.

Obs: Recebi a história por email e adaptei no texto. Se você quer me contar a sua história, e ajudar outras mulheres, me mande por email joyxavier@globomail.com

Joyce Xavier

05 setembro 2017

Cuide da sua vida


As pessoas estão com as suas línguas prontas para julgar. Vivem com os dedos armados para apontar, e não têm piedade em criticar. Sempre procuram saber como você, não por preocupação, mas por curiosidade. Apenas pra saber da sua vida, e não pra te ajudar.

Se alguém pergunta como você se sente, nunca largue a mão desta pessoa. Se alguém te oferecer ajuda, abrace-a com força. Se alguém te der a mão, não solte nunca. Se alguém quiser te ouvir, desabafe. Mas selecione muito bem.

Irão te chamar de pobre coitada.

Claro que irão! Porque a dor que você sente, o problema que você passa, a dificuldade que você supera dia após dia, só você é quem sabe. Ninguém mais. As pessoas se tornam invasivas, e vivem gritando as suas verdades, como se fossem donas da razão. Como se se não tivessem problemas, ou se a vida fosse um mar de rosas.

Todos nós temos problemas.

Mas cabe a cada um ter a sabedoria de resolvê-los, concorda? Eu não me importo mais com os ataques, porque me fazem mal e não me ajudam em nada. E quando digo as minhas verdades, ninguém quer ouvir.

Até ignoram. 

Então se quer me ajudar, engula a sua verdade. O teu julgamento não irá mudar a minha vida, mas irá trazer mais tempo pra cuidar da sua.

Joyce Xavier 

Hoje eu sou minha


Cansei da multidão, cansei desse mundo esquisito e de tudo aquilo que é ofensivo. 
Cansei de falsas declarações e dos sorrisos que um dia me deixaram poucas emoções.
 Foram poucos abraços para uma mulher exagerada e intensa como eu. 
Não me arrependo de me resguardar e não me critique se não faço mais algo para lhe agradar. 
Hoje sou egoísta, traço meus caminhos e luto pelos meus sonhos. 
Hoje, eu sou de poucos. Hoje, eu sou minha.

Joyce Xavier 




30 agosto 2017

Eu não errei em te amar




Eu errei quando deixei de me amar. Errei em querer cuidar e deixar de cuidar de mim, de falar por mim e de ser eu mesma. Esqueci dos meus princípios, das minhas vontades, daquilo tudo que sempre sonhei na vida. Deixei o coração falar mais alto, preferi usar uma venda, para não ver o que poderia me magoar. Deixei de ouvir a minha razão.

Eu errei quando ouvi mentiras e acreditei nelas. Errei quando briguei com o mundo, errei quando desprezei o cuidado de quem me ama de verdade, errei em achar que o mundo conspirava contra nós, mas era você mesmo que conspirava contra o nosso relacionamento. Da sua parte, não existia amor. 

Durante muito tempo eu me culpei. Durante muito tempo, ouvi as pessoas falarem que eu não me amava, que eu não me respeitava, que eu havia perdido o amor por mim mesma, que eu estava fora de mim, que eu estava ficando maluca. 

E infelizmente elas estavam certas.

Hoje eu vejo, que te amar não foi errado. Percebo que eu deveria passar por tudo que eu passei, para adquirir experiência, para crescer como pessoa e amadurecer como mulher. E não é fácil aceitar. 

Eu ainda não aceito.

Mas me dou o direito de ser feliz, de sorrir novamente, de estar aberta para refazer amizades, de me reconhecer e me reencontrar. Cansei de ficar no mesmo lugar, esperando que tudo mudasse, mas nada aconteceu como eu esperava. 

Caráter não se muda. 

Por isso resolvi mudar de rumo, mudar de vida e seguir em frente. Talvez com mágoa do passado, mas com a certeza, que o futuro será diferente e do jeito que eu sonhei. 

O nosso final não foi feliz, mas quero que o seu seja. E desejo mais ainda, que o meu seja feliz. Todo mundo merece ser feliz e não me arrependo de ter te amado. Mas agora, eu preciso ser amada. 

Joyce Xavier. 

Foto: tumblr. 


21 agosto 2017

Mulher não merece apanhar!


"Eu vou te bater, pra você aprender a ser mulher"

Muitas mulheres já ouviram essa frase. Com certeza, se você não sofreu nenhuma agressão, você conhece alguém, ou já ouviu falar na impressa. E isso é muito sério. É descontrole, é desrespeito e aceitar, é falta de respeito com si mesma. É falta de amor próprio. 

A primeira briga, foi naquele momento em que ele estava embriagado. Você respondeu em um tom de voz alto, ou disse algo que ele não gostou, foi motivo de um soco no rosto. Você não conhecia o lado monstro do homem que você ama. Você não desconfiava que ele poderia machucar, alguém que ele também diz amar. Você fica assustada, perdida, ferida fisicamente e emocionalmente, e também, no fundo do poço com medo. Medo muito.

"Desculpas, eu te amo! Eu não faço mais isso"

Você aceita, volta a conviver com um manipulador. Os primeiros dias são lindos. As primeiras semanas são de núpcias, mas logo a máscara cai e o inferno volta. Em dobro. Mais uma briga, mas dessa vez, com puxões fortes de cabelo, e sem piedade, ele lança a sua cabeça contra parede. Deixa uma dor de cabeça imensa. 

Você vai dormir do lado dele chorando. Ele te abraça e você aceita. Pra ele, isso é normal. Se você aceita, é normal. E por ter sofrido muito da primeira vez, ter voltado, e ser criticada pelos seus amigos e família, você apanha pela segunda vez calada. Guarda esse segredo, esconde os hematomas, diz pra sua mãe que a dor de cabeça é de ressaca, enxaqueca, sinusite... Inventa inúmeras desculpas para que ninguém descubra. 

Mas os vizinhos ouviram, um amigo percebe e você desabafa com uma pessoa, que já não aguenta mais a sua novela, e resolve não se meter mais. Pois como diz o ditado: briga de marido e mulher ninguém mete a colher. 

Além de ser agredida, você é traída e sabe disso. 

As bebedeiras dele não param. Quando está sóbrio, parece se arrepender por uns dias. Torna-se um homem de bem, um homem que quer construir uma família e mante-la. Mas é uma farsa, é uma nova canção manipuladora. Tudo fica tranquilo por um tempo. Mas quem agride uma vez, dificilmente deixará de agredir.

E o inferno continua.

Mais um soco no rosto, nas costas e no corpo. Ele não te deixa ir embora. Você grita desesperada, mas ele manda você calar a boca. Ele quebra o seu celular em apenas uma jogada no chão. Você grita mais uma vez desesperada e consegue fugir, ele te puxa pelos cabelos, te joga dentro de casa, e com isso, quebra alguns móveis. A força e o ódio não têm limites. Um pedaço de madeira está por perto, ele ameaça te apunhalar se você não parar de chorar alto. Ele deixa você chorar baixinho. Tem que ser baixinho. 


Você consegue dormir com medo e acordar com dor. Quando percebe, está toda roxa e machucada. Não consegue abrir a boca, pois seu rosto está inchado. Não consegue se mexer, porque tudo dói, inclusive a alma. Até a sua dignidade foi ferida. Por fim, ele ainda consegue cuidar das feridas que ele mesmo causou no seu corpo.

E você ainda vai continuar apanhando? Você quer morrer?

Sem que ele perceba, em uma de suas saídas, você pega todas as suas roupas e vai embora. Aparece quase desconfigurada na casa dos seus pais. Qual a mãe que gosta de ver a filha passar por isso? Qual o pai que aceita? Qual amigo irá apoiar esta relação?

Ninguém aceita. 

Umas semanas se passam e tudo volta novamente. Ele te procura, pede pra voltar. Você ainda está machucada e ferida por dentro. Você tenta perdoar, mas não consegue. Você tem medo de andar na rua, você tem medo das pessoas, e o único lugar que você se sente segura, é o seu quarto. Até caminhar pela casa é estranho.

Mas você volta. E é chamada de safada.

Parece que é algo que você não consegue se livrar. É como imã que te puxa para a cova, é como se você tivesse encomendando o seu caixão. É assinar a sua certidão de óbito. É ter vergonha de se olhar no espelho, é fugir da realidade e acampar temporariamente no mundo de ilusão que você mesma criou. Mas você se esquece, que as pessoas mudam, mas o caráter delas não.

Mais uma vez tudo fica tranquilo. A sua família não aprova a sua decisão e o seu relacionamento, mas preferem não se meter mais. Os seus amigos te olham como uma boba, os inimigos como otária, e assim, você vai sobrevivendo em uma vida que você não merece viver. Que você não pediu pra passar, mas escolheu. 

E quando ele puxa o seu braço, e te ameaça novamente, mais uma vez ele diz que vai te espancar. Então, você se cansa. Na realidade, você não é feliz com ele. Você já está farta das mentiras, das amantes, das farras com os amigos, do dinheiro que ele nunca tem quando você pergunta, entre outras coisas. Você não o quer mais, mas no fundo, não sabe como lidar com essa situação. Ele não te ama. Você não o ama. Você não se ama. Não existe amor de ambas as partes e em ambas as partes. 

E agora?

Então minha amiga, me dê a mão. Você não está sozinha nessa. Denuncie. Vamos vencer isso juntas. 

Joyce Xavier  


09 agosto 2017

Terminar ou não?


Eu sei que o meu lugar não é aqui. Terminamos tantas vezes, mas em todas as vezes, nunca consegui me livrar de você. Durante todos esses anos, sempre tentei livrar o sentimento que existe dentro de mim. Porque eu sei, que bem no fundo, você não é pra mim.

Tentei de todas as formas, fazer com que tudo desse certo. Tentei muito, briguei com o mundo, virei as costas para as pessoas que me amam, mas tudo foi em vão. Você continua o mesmo cara malandro, de muitas traições e pouca responsabilidade. Você continua o mesmo, enquanto eu, não sou a mesma faz muito tempo.

Não sei quanto tempo ainda irei tolerar. Não sei quanto tempo, você ainda conseguirá mentir e manipular as pessoas. Ainda não sei quanto tempo nos resta, mas com certeza, não é o tempo suficiente para fazê-lo mudar. Você não irá mudar.

Infelizmente, não podemos mudar as pessoas. Ninguém vive somente de amor. As pessoas vivem em relacionamentos leais, fiéis e unidos. Relacionamento não é somente a conta pra pagar, a cama pra dividir e o sexo antes de dormir. Relacionamento é muito mais do que isso, e é uma pena, que você não saiba se relacionar. 

Eu é que não irei ensinar. 


Joyce Xavier. 

31 julho 2017

A inveja existe?


É claro que a inveja existe! É claro que energias negativas existem, que maldade existe, que feitiços existem. Mas também, sabemos que a fé existe, que o nosso coração bom existe e que Deus existe.

Não preciso ser bonita, ser rica e ter o casamento dos sonhos para ser invejada. Muitas das vezes, as pessoas sentem inveja de quem você é. Porque só conquistamos as coisas na nossa vida, sendo quem nós somos, sem passar por cima de ninguém. E com certeza, quem nos inveja, não sabe como conseguimos. Não é verdade?

Eu escrevia e falava muito sobre isso, mas quando eu comecei a ficar mais quieta sobre os meus sonhos e meus planos, as coisas começaram a andar. Primeiro, porque até quem mais deseja o teu bem, pode sem querer te invejar. E segundo, quando falamos algo, estamos expondo para o universo os nossos planos. É melhor conversar em silêncio com Deus.

Eu aprendi a falar com as pessoas, somente o necessário. Eu aprendi também, a divulgar os meus sonhos, somente depois de realizados. E aprendi, que tudo na vida pra dar certo, só depende de mim. Então cabe somente a mim, cortar a inveja. Não posso fazer com que o outro, pare de me invejar.

Isso é um dever de Deus.

E eu não sou Deus para me tornar perfeita, ou até mesmo, querer que as pessoas ao meu redor sejam da forma que eu quero que sejam. Portanto, a inveja só entra na sua vida e nos seus caminhos, se você abrir as portas para ela. 

Ignore tudo que for negativo.

No fundo, sabemos quem gosta da gente ou não. No fundo, a gente sabe, quem torce pela gente, quem quer o nosso sucesso, e quem sente orgulho de quem nós somos. E posso dizer uma coisa: são poucas pessoas. Porque as pessoas podem até gostar de você, mas pelo simples fato de ser infelizes, elas não querem que você seja feliz. Pelo simples fato de não conseguirem realizar sonhos, elas não querem que você realize os seus. 

Estranho? Também acho.

Mas para que coisas ruins não se aproximem, você precisa aprender a ignorar. Não é tão fácil, quando você é uma bomba atômica (no meu caso), mas é simples quando você ocupa a sua mente com coisas que te fazem bem. 

Joyce Xavier 

28 julho 2017

Esqueça o passado, acredite no futuro.



Ontem eu ouvi de uma amiga, que ciclos se encerram para que novos ciclos possam começar. Que portas se fecham para outras portas se abrirem. Eu demorei muito tempo para aceitar isso, porque eu sou um pouco egoísta. Tudo tem que ser no meu tempo e da forma que eu quero.

Mas comecei a pensar e a me questionar, por que nada dava certo pra mim. Comecei a reclamar com Deus, por que todos conseguiam tudo e eu não saia do lugar. Comecei a desistir de viver. Comecei a desanimar. Comecei a achar, que não acordar seria a melhor solução da minha vida. Comecei a falar sobre me eliminar.

Tempo perdido. Ou não.

Analisando sobre isto, sobre pessoas que entram e saem da minha vida, cheguei à conclusão, que no fundo, ninguém permanece. Só permanece o que sentimos em relação à elas. Por exemplo, minhas amigas de infância. Tenho contato com algumas, mas aquela magia de quando éramos crianças, já se foi. O que ficou foi o amor que sentimos e a recordação de uma fase maravilhosa que já vivemos. 

Outro dia, ouvi de mim mesma (sim, eu converso comigo), que para que as coisas dessem certo, eu deveria ser otimista. Sabe quando você acorda mal, dorme mal e enxerga as coisas negativamente? Então, eu estava assim. Foi quando virei o disco e mudei a minha rota. Comecei a ouvir aquela mulher que há dentro de mim, que berra todos os dias, que implora para ser livre.

Confuso? Nem tanto.

Comecei a mostrar para mim mesma, que tudo pode dar certo, se eu me desvincular do passado. Ou seja, escolher um caminho. Coloquei as lembranças uma ao lado da outra. Pensei no meu passado triste, que eu insista em pessoas e momentos, que só me faziam mal, que não me acrescentavam em nada, que só sugavam as energias boas que eu tinha. Ou então, eu absorvia as ruins delas. Olhei para o futuro, vi uma luz brilhante, os meus sonhos e desejos concretizados e toda aquela vibração positiva que eu sempre gosto de sentir.

Não preciso dizer qual caminho escolhi.

Tem momentos em nossas vidas, que precisamos optar. Precisamos abrir mão de alguma coisa, ou até mesmo de alguém. Infelizmente é assim. É triste a despedida, mas é mais gostoso se sentir livre para voar atrás dos sonhos. Não quero mais (nunca mais) remoer passados fracassados, dores desnecessárias e mágoas decadentes. 

O que ficou para trás, não quero viver nunca mais.

Joyce Xavier 

27 julho 2017

Chegou a hora de me amar.


Chegou o fim garotinho, mas não o meu fim. Não é o seu fim, é o nosso fim. Durante tanto tempo, eu cuidei de você, mas na realidade, deixei de cuidar de mim. Fiz tanta coisa por você, virei o meu mundo, enfrentei as pessoas que não nos apoiaram, briguei com a minha família, eu fiz tudo que achava que deveria fazer.

E não me arrependo.

Mas tem uma hora, que a gente cansa de ajudar quem não quer ser ajudado. Quando eu amo, eu amo de verdade, eu amo com a minha vida, eu entrego a minha alma. E com isso, absorvo coisas boas e ruins. Quero abrir os braços e agradar à todos. Quero ser a mulher maravilha, quero ser uma Santa, mas tenho que entender que a vida real, não é como pensamos. É dura, e infelizmente, recíproca.

Cansei da nossa novela garotinho, cansei das manhãs tristes que chorei pensando em você. Cansei de acordar cedo para preparar o seu almoço, enquanto você havia acabado de estar com outra mulher. Cansei de deixar os meus sonhos de lado, para realizar os seus. Cansei de tentar ser a mulher perfeita pra você, enquanto eu estava imperfeita para mim, para os outros e para Deus. 

Cansei de você.

Pode parecer mentira, mas esse cansaço me dói. Doeu tirar a venda dos olhos, sangrou dizer adeus, a liberdade me deu medo, mas não um desespero. É aquele aquele receio de que tudo pode dar errado, sendo que no fundo você sabe que pode dar certo,

O fim é liberdade. 

Não te desejo mal. Cada vez que me falam sobre você, sangra aqui dentro do peito. Mas não é a saudade, é porque eu quero que você fique bem de verdade. Quero te ver feliz, quero te ver sorrir, quero te ver crescer. Mas já fiz de tudo, agora não depende mais de mim, depende de você. E você se afunda nas emoções que nunca conseguiu me explicar. É, eu só tentei te ajudar.

Qualquer dia, a gente se encontra pelos caminhos da vida. Mas hoje, eu preciso exclusivamente de mim. 

Até.

Joyce Xavier 

26 julho 2017

O tempo cura tudo?


O tempo cura o que permitirmos. Com certeza ele já curou tantas feridas dentro de você, assim, como também já curou feridas em mim. Quando olho para trás, eu dou risadas. Mas até chegar a parte que o seu drama, torna-se comédia, o processo é longo. E nada fácil.

Todos os dias eu olho para o calendário, e estou sempre sintonizada no relógio. Acordo querendo dormir, durmo não querendo acordar. Muita gente pensa que é drama, mas não saber como seguir a sua vida, é complicado. Por mais que você saiba os caminhos, livrar-se de apegos do passado é quase impossível. Sempre nos acomodamos com momentos, pessoas e lugares, temos medo do novo. Não temos certeza do fim. 

Será que tudo tem fim?

A sua dor um dia terá fim. Mas não basta a ajuda alheia, a primeira pessoa que precisa ser entender e aceitar a sua transformação, é você mesmo. 

O tempo ajuda?

O tempo ajuda se você quiser ser ajudado. Fechar as portas de casa, isolar-se dentro do quarto e apagar as luzes com medo de todos, além de trazer o pânico, traz a tristeza de uma vida que não é escrita tão bonita.

E quem pode escrever a sua vida?

Você! Só você pode escolher os seus caminhos e ser também protagonista da sua própria história, mas respeitando o tempo. Porque nada acontece de um dia para o outro, mas a sua força de vencer, pode aparecer ao amanhecer.

Bora tentar?

Joyce Xavier 


16 julho 2017

É hora de dizer adeus?



Chega um momento, em que você cansa de ser incansável. Rebuscar o amor em algum lugar, parece um sonho que nunca irá se realizar. Caminhar com os ombros mais leves, é a incerteza da tranquilidade e confiar em alguém, é praticamente surreal. Nada que queremos é como teremos e cansei de ouvir falar do famoso "tempo". Estou exausta de tanto lutar e não encontrar o meu troféu, o meu momento.
Tem horas, que a garganta entala, que o corpo quer cama e que os dias, com o passar do tempo - que parece não ser o seu - são mais pesados, mais estranhos e misteriosos. Eu estou sem paciência e os outros também. Pelo menos comigo, eles não tem.

Não tenho super poderes para sempre estar sorrindo, não tenho braços longos para abraçar o mundo, aliás, o único mundo que é certo de viver, é o meu. Nele entra quem eu quero e quem é capaz de conseguir morar, sem me afrontar. Poucos conseguem viver sorrindo nele, enquanto eu preciso de comprimidos.

Tentei por um tempo, ser o espelho do outro. Tratá-lo da forma que ele me trata e ignorá-lo da mesma forma. Não consigo, não quero isso pra mim. Quero ser para o outro, da mesma forma que ele é pra mim. Mas sinto que sou pouco, para aqueles que eu quero muito. Não falo de atenção, falo de sentimento mesmo.

É hora de dizer adeus para as minhas vontades, elas estão incomodadas pela minha ansiedade e pela minha sede de vitória, de corpos abraçados e corações apaixonados. Está na hora, de acordar para o mundo e descer os degraus das nuvens dos sonhos devagar, sem pressa para não me machucar. É hora de estalar os dedos e ver que nem tudo é tão fácil (ou talvez, que não seja pra mim).

É hora de dizer adeus a tudo que me machuca, que me fere e que sem querer, me deixa sozinha no ar da escuridão. É hora de dizer adeus ao seu não, mesmo que seja por antecipação.

Joyce Xavier

08 julho 2017

A dor um dia passa. Tem que passar.

Eu sei o sofrimento que você sente, eu já senti. Parece que todo o seu passado foi uma mentira, que você viveu um mundo de ilusão, e que todos os seus sonhos, foram jogados na lata do lixo, como se não valessem de nada, Como se nada tivesse tido importância, como se você não prestasse mais.

Você pode não estar preparada para falar sobre o assunto, eu entendo e respeito o seu tempo. É difícil falar das coisas que nos machucam, e nos fazem relembrar momentos que nos trazem dores. Que nos deixam tristes e sensíveis. Mas não se envergonhe, na vida tudo tem seu tempo, um dia você conseguirá falar abertamente sobre isto sem mágoa. Eu sou a prova viva disso.

E quando o tempo passa, quando você começa a se recuperar de um tombo, tudo de mais surreal acontece. Parece que todos os problemas resolveram aparecer de uma vez só, e você fica paralisada, sem saber por onde ir, por onde começar e o que fazer.

Eu te entendo, eu me sinto assim às vezes.

Na vida existem fases boas e ruins, e pense pelo lado bom, que essa fase vai passar. Que mais uma vez você irá superar, que qualquer dificuldade, não fará que você perca as suas forças. Porque pra continuar, é preciso ter coragem. E isso, eu sei que você tem.

Hoje você pode estar triste, mas amanhã, você irá olhar pra trás e agradecer. Você vai até achar graça de algumas coisas, e também, querer tomar distância de outras.

É o percurso da vida. Não o quebre.

Joyce Xavier.

20 maio 2017

Tereza em pré-venda! Saiba mais!



Tereza é uma mulher sem nenhum tipo de escrúpulos. Nela não há nenhum tipo de bons sentimentos.
Não mediu esforços para chegar onde está, e ter o casamento perfeito com Roberto, bem como o amor incondicional do mesmo.

Letícia, a ex-mulher parece ser o oposto de tudo isso.

Essas duas mulheres que tem seus destinos cruzados em meio a uma trama que envolve maldade, conflitos familiares, assassinatos e mistério, irão despertar nos leitores os mais diversos sentimentos.
Descubra que bem toda maldade do mundo irá lhe afastar de Tereza, e que essa mulher pode deduzir até a mais inocente das criaturas.

Livro em pré-venda.
Autoras: Joyce Xavier e Juliana Daglio.

Acompanha juntamente com o exemplar físico do livro um mini poster autografado pelas autoras, um marca página, um botom e uma prévia em e-book do próximo lançamento da Editora Instartup.

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23 abril 2017

Tem horas, ora! - Por Ana Nunes e Joyce Xavier


Tem horas que fico sem paciência com a vida, intolerante com as pessoas e com o mundo. Como se os ombros pesassem e o peito apertasse. As horas não passam, o sono não chega e nada continua – como se a própria vida pausasse os instantes e eu simplesmente aceitasse, não me mexesse e deixasse (deixasse as horas correrem, mesmo que lentas e com nada à minha maneira). 
Tem horas que as horas são atribuladas e cheias de mistérios. Que me sinto um nada, uma solidão frustrada, uma caminhada triste e longa. Mas tem horas, que percebo que preciso mudar. Já questionei a mim mesma que tem hora pra tudo e que eu tenho tudo nas horas. 
Eu escolho o que quero pros meus momentos. Eu decido como quero passar minhas horas. Ora de pernas pro ar, ora ouvindo música, ora envolvida em algum trabalho extremamente importante, ora perdida em pensamentos que nem sei onde, porque ou como começaram. E existe mesmo um momento pra cada coisa, uma cor pra cada dia. 
Existe um sorriso e uma lágrima, um silêncio, uma melodia. E mesmo que faça muito barulho por muitas horas, você pode pausar seu relógio e acertar os ponteiros, você pode escolher sua cor e colorir sua história. Basta querer. Tem horas que, poxa vida, ora bolas!, eu não quero moleza, eu não quero dureza, eu só quero leveza, ou eu quero pressa demais. Eu quero tudo novo a cada dia. E quero começar agora. Tudo tem a sua hora e é hora de renovar.

Ana Nunes e Joyce Xavier

Conheça o trabalho da Ana Nunes >> CLIQUE AQUI

15 abril 2017

Depois da desilusão amorosa.








Tudo acabou. Você sorriu, mas eu preferi partir. Essas coisas de despedidas não colam comigo. Não nasci para o adeus, não sou fã do até logo, e também, não gosto de tirar de dentro de mim, as pessoas que eu amo. Quem sem querer, deixamos entrar para fazer um pequeno estrago.

Pode ser fácil pra você, eu acredito. Homens têm atitudes e pensamentos diferentes de nós mulheres. Acredito que sofram, mas não como nós. Nós mulheres nos doamos, mergulhamos no sentimento mais profundo que existem em nós. Nós, as mulheres, somos incomuns. Nascemos para multiplicar, enquanto alguns homens, nasceram somente para nos machucar e satisfazer os seus desejos mais ousados. Não merecemos isso.

Alguns homens têm a fase da curtição, outros amadurecem e conseguem nos respeitar. Amam de verdade. Mas até essa fase do homem chegar e ter uma conexão perfeita entre nós, leva muito tempo. E a nossa ansiedade não nos faz esperar. Porque queremos aquele homem, pensamos que ele é o único, mas não enxergamos que o leque está aberto para outras pessoas entrarem na nossa vida. 

Conheço homens e homens. Mas todos que passaram na minha vida, só me trouxeram dor.

Depois de uma desilusão amorosa, é difícil seguir em frente. Dói no fundo da alma, dói em todos os passos que damos, as lembranças são complicadas de serem apagadas e tudo vira somente história para ser contada. A cada página virada da minha vida, vejo um carimbo escrito fim, e é tão triste, é traumático.

Os dias passam devagar como os passos de uma tartaruga. As noites chegam para aliviar a tensão e adormecer o coração. O sol nasce para mostrar que existe mais um dia de batalha, mais um dia de luta. Mas parece que a glória está distante de chegar.

E quando você menos espera, tudo acontece. Enquanto você pensa que os problemas foram resolvidos, todos outros aparecem. Eu não tenho maturidade e muito menos sabedoria para lidar com isso. O psicológico está cansado, os ombros pesados e o corpo, com a vontade de ficar na cama olhando somente para o ventilador de teto, que gira, gira, gira e não para mais até que eu o desligue.

Mas eu não quero desligar o ventilador. Quero me desligar do mundo. 

Infelizmente não posso. Tenho que levantar e seguir em frente, enfrentando o que há por vir, juntando os cacos que deixaram, para ser forte e continuar sorrindo, mesmo que esteja morta por dentro. E tentar, pelo menos tentar, reconstruir outros sonhos. Já que os outros, foram deixados quando resolvi partir. 

A parte mais difícil também, é ouvir o que você não quer ouvir. É saber, o que você não quer saber. É ser criticada, sem ter um ombro amigo. É não ter cura para a ferida que lateja dentro do peito. É esperar o tempo, que parece não existir. 

E aqui eu fico esperando o tempo, que talvez me surpreenda, mas que talvez, nunca chegue.

Joyce Xavier 

11 abril 2017

Existem pessoas de todos os tipos





Existem pessoas que entram na nossa vida, pra fazer um estrago e vão embora. Existem pessoas, que entram na nossa vida para nos dar alegria e vão embora. Existem pessoas que fingem entrar. Existem pessoas, que entram, tomam um café e partem sem dar notícias. Existem pessoas que nos faz chorar de felicidade, mas também existem pessoas que nos tiram lágrimas de sangue, sem piedade.
Existem aquelas que nem te conhecem, mas querem estar perto de você. Existem aquelas, que te julgam como chave de cadeia, que te quer por longe. Tem gente que você sente saudade, mas mora distante.
Existem pessoas que rezam por você, que te dão a mão, que te doutrinam para a cura. Outras, apenas te levam para a loucura, para o abismo e sentimentos sem sentido.
Existem pessoas que nasceram para te julgar, outras nem querem saber da sua história, querem te ajudar.
Existem pessoas que nasceram para ser o seu amor, outras, suas amigas, mas também existem aquelas inimigas. Existem as que são indiferentes, existem as mascaradas e aquelas, que você dá o perdão por talvez não ter vergonha na cara.
Existem inúmeras pessoas que podem entrar na sua vida. Existem vários caminhos que você possa alcançar. E só você tem o direito dessa escolha, só você pode decidir isso.

E eu decidi o caminho do amor. Eu decidi as pessoas que me dão paz. Sem mais.

Joyce Xavier.

28 março 2017

As marcas do meu corpo. Violência doméstica


Lembro-me da primeira vez que você me feriu. Não fiquei com marcas pelo corpo, marcou a minha alma, o meu coração. Lembro-me que me fez vesti-lo para uma festa e não me deixou ir com você. Pediu para que eu fosse mais tarde, que chegasse depois. Não éramos namorados, eu te amava e você apenas, me usava. Procurava-me para sentir prazer ou até mesmo, quando estava sem dinheiro. Era puro interesse e eu, fui uma mulher boba. Então, eu fui.
Chegando na festa, você me disse que a sua ex estaria lá. Quando ela chegou, senti um frio na barriga e fui embora sozinha. Você, foi embora com ela e durantes algumas semanas, ficou distrante. Com ela.
Eu chorei muito, sabia? Chorei demais. Chorei até a alma gritar por socorro. Chorei calada no meu travesseiro. Chorei pro mundo ouvir. Mas ninguém ouviu.
Logo depois, você me procurou novamente. Eu boba e inocente, aceitei as suas desculpas. Parecia que eu estava enfeitiçada. Todos os meus amigos falavam sobre você e eu, tentando culpar as pessoas por erros que eram cometidos por você mesmo. As pessoas se afastaram de mim, briguei com o mundo, acusei todos e no final, me deixou somente com marcas pelo corpo, que um dia irão sarar. Mas aquele momento terrorista, jamais irá sair da minha memória.
Depois de tanta luta, resolvemos assumir um relacionamento. Até que a primeira agressão aconteceu. Na casa de pessoas queridas. Um soco no rosto, apenas um soco me fez ir nas nuvens e sentir uma dor horrível. Você nunca me respeitou, mas as minhas palavras pesadas, não doem tanto como a sua porrada.
Chorei durante uma semana. Resolvi aceitar as suas desculpas.
Depois de voltar contra a vontade da minha família e dos meus amigos (mais uma vez). As primeiras semanas são maravilhosas. Tudo em perfeito estado, até surgir uma nova agressão: tudo culpa da cerveja. Eu com o meu jeito abusado e prepotente, não se calava com medo do seu jeito agressivo. Então, mais uma vez ocorreu. Mas dessa vez, fiquei em silêncio.
Tudo voltou como antes.
Mas quando acontece a primeira agressão, abrimos a porta para que aconteça mais uma vez. Não adianta fugir do inferno, se você abre a porta pra ele. Se você mesma se propõe a isso. E foi o que aconteceu comigo. Deixei-me levar pela emoção, pelo comodismo e pelo amor. Deixei-me levar pela esperança de uma vida melhor, dos planos anotados na agenda, das juras de amor ao pé de ouvido e do meu fantástico mundo perfeito, que criei somente na minha mente, na minha cabeça.
Uma bela noite, você resolve sair para beber. Eu resolvi fazer o mesmo. Ambos em lugares diferentes, mas você, infelizmente, chegou primeiro em casa. E com aquela raiva que já me consumia, resolvi te provocar. Fingi que estava falando no celular. Foi quando conheci um monstro, foi quando percebi, que você não era o que eu pensava (ou eu mesma já sabia e tentava esconder tudo de mim mesma).
Primeiro foi um soco na cara, depois, o celular no chão. Em seguida um empurrão que me fez cair em cima do meu óculos e vários socos. Muitos, inúmeros, diversos. Tentei sair, implorei e gritava de tanta dor. Ninguém me ajudou. Ninguém ouviu.
Consegui correr e abrir a porta, mas não alcancei o portão. Fui puxada pelos cabelos até dentro de casa, foi quando a televisão caiu e fui jogada na cama, sendo assim, minha cabeça bateu muito forte contra a parede. E eu só enxergava o pedaço de madeira na frente. Eu só ouvia você mandar eu calar a boca. Eu me calava.
Consegui sair de casa e ligar para a minha mãe. Inventei uma historia doida e ainda fiquei dois dias dentro da mesma casa. Dessa vez, não em carcere privado, mas por opção mesmo. Queria ficar uns dias para ninguém ver as marcas do meu corpo. Mas cada pedaço daquele lugar, me lembrava a cena de terror que eu tinha passado. E o meu medo de morrer, falou mais alto.
Depois de me bater, me abraçou, me ajudou a passar pomada nos machucados. Em toda a parte roxa do meu corpo. Ainda pegou água para eu tomar o meu remédio e eu consegui dormir. Era a noite. Acordei pelo meio da madrugada, mas você não estava. Não apareceu até a noite do dia seguinte, foi quando eu decidi que era a hora de partir. Qualquer dia eu acabaria morta, e você, preso.


Já chorei tudo que eu tinha pra chorar. Sinto uma grande vontade de ter a minha vida de volta, de voltar ser a mulher que eu era sem você. Não me arrependo de ter te conhecido. Não me arrependo de nada. Só tenho uma necessidade de ser feliz, de sorrir novamente. Infelizmente as marcas do meu corpo ainda doem e preciso me recuperar. Eu sei que logo isso irá passar.

Joyce Xavier - Trecho do livro "Depois da última lágrima".