20 maio 2017

Tereza em pré-venda! Saiba mais!



Tereza é uma mulher sem nenhum tipo de escrúpulos. Nela não há nenhum tipo de bons sentimentos.
Não mediu esforços para chegar onde está, e ter o casamento perfeito com Roberto, bem como o amor incondicional do mesmo.

Letícia, a ex-mulher parece ser o oposto de tudo isso.

Essas duas mulheres que tem seus destinos cruzados em meio a uma trama que envolve maldade, conflitos familiares, assassinatos e mistério, irão despertar nos leitores os mais diversos sentimentos.
Descubra que bem toda maldade do mundo irá lhe afastar de Tereza, e que essa mulher pode deduzir até a mais inocente das criaturas.

Livro em pré-venda.
Autoras: Joyce Xavier e Juliana Daglio.

Acompanha juntamente com o exemplar físico do livro um mini poster autografado pelas autoras, um marca página, um botom e uma prévia em e-book do próximo lançamento da Editora Instartup.

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23 abril 2017

Tem horas, ora! - Por Ana Nunes e Joyce Xavier


Tem horas que fico sem paciência com a vida, intolerante com as pessoas e com o mundo. Como se os ombros pesassem e o peito apertasse. As horas não passam, o sono não chega e nada continua – como se a própria vida pausasse os instantes e eu simplesmente aceitasse, não me mexesse e deixasse (deixasse as horas correrem, mesmo que lentas e com nada à minha maneira). 
Tem horas que as horas são atribuladas e cheias de mistérios. Que me sinto um nada, uma solidão frustrada, uma caminhada triste e longa. Mas tem horas, que percebo que preciso mudar. Já questionei a mim mesma que tem hora pra tudo e que eu tenho tudo nas horas. 
Eu escolho o que quero pros meus momentos. Eu decido como quero passar minhas horas. Ora de pernas pro ar, ora ouvindo música, ora envolvida em algum trabalho extremamente importante, ora perdida em pensamentos que nem sei onde, porque ou como começaram. E existe mesmo um momento pra cada coisa, uma cor pra cada dia. 
Existe um sorriso e uma lágrima, um silêncio, uma melodia. E mesmo que faça muito barulho por muitas horas, você pode pausar seu relógio e acertar os ponteiros, você pode escolher sua cor e colorir sua história. Basta querer. Tem horas que, poxa vida, ora bolas!, eu não quero moleza, eu não quero dureza, eu só quero leveza, ou eu quero pressa demais. Eu quero tudo novo a cada dia. E quero começar agora. Tudo tem a sua hora e é hora de renovar.

Ana Nunes e Joyce Xavier

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15 abril 2017

Depois da desilusão amorosa.








Tudo acabou. Você sorriu, mas eu preferi partir. Essas coisas de despedidas não colam comigo. Não nasci para o adeus, não sou fã do até logo, e também, não gosto de tirar de dentro de mim, as pessoas que eu amo. Quem sem querer, deixamos entrar para fazer um pequeno estrago.

Pode ser fácil pra você, eu acredito. Homens têm atitudes e pensamentos diferentes de nós mulheres. Acredito que sofram, mas não como nós. Nós mulheres nos doamos, mergulhamos no sentimento mais profundo que existem em nós. Nós, as mulheres, somos incomuns. Nascemos para multiplicar, enquanto alguns homens, nasceram somente para nos machucar e satisfazer os seus desejos mais ousados. Não merecemos isso.

Alguns homens têm a fase da curtição, outros amadurecem e conseguem nos respeitar. Amam de verdade. Mas até essa fase do homem chegar e ter uma conexão perfeita entre nós, leva muito tempo. E a nossa ansiedade não nos faz esperar. Porque queremos aquele homem, pensamos que ele é o único, mas não enxergamos que o leque está aberto para outras pessoas entrarem na nossa vida. 

Conheço homens e homens. Mas todos que passaram na minha vida, só me trouxeram dor.

Depois de uma desilusão amorosa, é difícil seguir em frente. Dói no fundo da alma, dói em todos os passos que damos, as lembranças são complicadas de serem apagadas e tudo vira somente história para ser contada. A cada página virada da minha vida, vejo um carimbo escrito fim, e é tão triste, é traumático.

Os dias passam devagar como os passos de uma tartaruga. As noites chegam para aliviar a tensão e adormecer o coração. O sol nasce para mostrar que existe mais um dia de batalha, mais um dia de luta. Mas parece que a glória está distante de chegar.

E quando você menos espera, tudo acontece. Enquanto você pensa que os problemas foram resolvidos, todos outros aparecem. Eu não tenho maturidade e muito menos sabedoria para lidar com isso. O psicológico está cansado, os ombros pesados e o corpo, com a vontade de ficar na cama olhando somente para o ventilador de teto, que gira, gira, gira e não para mais até que eu o desligue.

Mas eu não quero desligar o ventilador. Quero me desligar do mundo. 

Infelizmente não posso. Tenho que levantar e seguir em frente, enfrentando o que há por vir, juntando os cacos que deixaram, para ser forte e continuar sorrindo, mesmo que esteja morta por dentro. E tentar, pelo menos tentar, reconstruir outros sonhos. Já que os outros, foram deixados quando resolvi partir. 

A parte mais difícil também, é ouvir o que você não quer ouvir. É saber, o que você não quer saber. É ser criticada, sem ter um ombro amigo. É não ter cura para a ferida que lateja dentro do peito. É esperar o tempo, que parece não existir. 

E aqui eu fico esperando o tempo, que talvez me surpreenda, mas que talvez, nunca chegue.

Joyce Xavier 

11 abril 2017

Existem pessoas de todos os tipos





Existem pessoas que entram na nossa vida, pra fazer um estrago e vão embora. Existem pessoas, que entram na nossa vida para nos dar alegria e vão embora. Existem pessoas que fingem entrar. Existem pessoas, que entram, tomam um café e partem sem dar notícias. Existem pessoas que nos faz chorar de felicidade, mas também existem pessoas que nos tiram lágrimas de sangue, sem piedade.
Existem aquelas que nem te conhecem, mas querem estar perto de você. Existem aquelas, que te julgam como chave de cadeia, que te quer por longe. Tem gente que você sente saudade, mas mora distante.
Existem pessoas que rezam por você, que te dão a mão, que te doutrinam para a cura. Outras, apenas te levam para a loucura, para o abismo e sentimentos sem sentido.
Existem pessoas que nasceram para te julgar, outras nem querem saber da sua história, querem te ajudar.
Existem pessoas que nasceram para ser o seu amor, outras, suas amigas, mas também existem aquelas inimigas. Existem as que são indiferentes, existem as mascaradas e aquelas, que você dá o perdão por talvez não ter vergonha na cara.
Existem inúmeras pessoas que podem entrar na sua vida. Existem vários caminhos que você possa alcançar. E só você tem o direito dessa escolha, só você pode decidir isso.

E eu decidi o caminho do amor. Eu decidi as pessoas que me dão paz. Sem mais.

Joyce Xavier.

28 março 2017

As marcas do meu corpo. Violência doméstica


Lembro-me da primeira vez que você me feriu. Não fiquei com marcas pelo corpo, marcou a minha alma, o meu coração. Lembro-me que me fez vesti-lo para uma festa e não me deixou ir com você. Pediu para que eu fosse mais tarde, que chegasse depois. Não éramos namorados, eu te amava e você apenas, me usava. Procurava-me para sentir prazer ou até mesmo, quando estava sem dinheiro. Era puro interesse e eu, fui uma mulher boba. Então, eu fui.
Chegando na festa, você me disse que a sua ex estaria lá. Quando ela chegou, senti um frio na barriga e fui embora sozinha. Você, foi embora com ela e durantes algumas semanas, ficou distrante. Com ela.
Eu chorei muito, sabia? Chorei demais. Chorei até a alma gritar por socorro. Chorei calada no meu travesseiro. Chorei pro mundo ouvir. Mas ninguém ouviu.
Logo depois, você me procurou novamente. Eu boba e inocente, aceitei as suas desculpas. Parecia que eu estava enfeitiçada. Todos os meus amigos falavam sobre você e eu, tentando culpar as pessoas por erros que eram cometidos por você mesmo. As pessoas se afastaram de mim, briguei com o mundo, acusei todos e no final, me deixou somente com marcas pelo corpo, que um dia irão sarar. Mas aquele momento terrorista, jamais irá sair da minha memória.
Depois de tanta luta, resolvemos assumir um relacionamento. Até que a primeira agressão aconteceu. Na casa de pessoas queridas. Um soco no rosto, apenas um soco me fez ir nas nuvens e sentir uma dor horrível. Você nunca me respeitou, mas as minhas palavras pesadas, não doem tanto como a sua porrada.
Chorei durante uma semana. Resolvi aceitar as suas desculpas.
Depois de voltar contra a vontade da minha família e dos meus amigos (mais uma vez). As primeiras semanas são maravilhosas. Tudo em perfeito estado, até surgir uma nova agressão: tudo culpa da cerveja. Eu com o meu jeito abusado e prepotente, não se calava com medo do seu jeito agressivo. Então, mais uma vez ocorreu. Mas dessa vez, fiquei em silêncio.
Tudo voltou como antes.
Mas quando acontece a primeira agressão, abrimos a porta para que aconteça mais uma vez. Não adianta fugir do inferno, se você abre a porta pra ele. Se você mesma se propõe a isso. E foi o que aconteceu comigo. Deixei-me levar pela emoção, pelo comodismo e pelo amor. Deixei-me levar pela esperança de uma vida melhor, dos planos anotados na agenda, das juras de amor ao pé de ouvido e do meu fantástico mundo perfeito, que criei somente na minha mente, na minha cabeça.
Uma bela noite, você resolve sair para beber. Eu resolvi fazer o mesmo. Ambos em lugares diferentes, mas você, infelizmente, chegou primeiro em casa. E com aquela raiva que já me consumia, resolvi te provocar. Fingi que estava falando no celular. Foi quando conheci um monstro, foi quando percebi, que você não era o que eu pensava (ou eu mesma já sabia e tentava esconder tudo de mim mesma).
Primeiro foi um soco na cara, depois, o celular no chão. Em seguida um empurrão que me fez cair em cima do meu óculos e vários socos. Muitos, inúmeros, diversos. Tentei sair, implorei e gritava de tanta dor. Ninguém me ajudou. Ninguém ouviu.
Consegui correr e abrir a porta, mas não alcancei o portão. Fui puxada pelos cabelos até dentro de casa, foi quando a televisão caiu e fui jogada na cama, sendo assim, minha cabeça bateu muito forte contra a parede. E eu só enxergava o pedaço de madeira na frente. Eu só ouvia você mandar eu calar a boca. Eu me calava.
Consegui sair de casa e ligar para a minha mãe. Inventei uma historia doida e ainda fiquei dois dias dentro da mesma casa. Dessa vez, não em carcere privado, mas por opção mesmo. Queria ficar uns dias para ninguém ver as marcas do meu corpo. Mas cada pedaço daquele lugar, me lembrava a cena de terror que eu tinha passado. E o meu medo de morrer, falou mais alto.
Depois de me bater, me abraçou, me ajudou a passar pomada nos machucados. Em toda a parte roxa do meu corpo. Ainda pegou água para eu tomar o meu remédio e eu consegui dormir. Era a noite. Acordei pelo meio da madrugada, mas você não estava. Não apareceu até a noite do dia seguinte, foi quando eu decidi que era a hora de partir. Qualquer dia eu acabaria morta, e você, preso.


Já chorei tudo que eu tinha pra chorar. Sinto uma grande vontade de ter a minha vida de volta, de voltar ser a mulher que eu era sem você. Não me arrependo de ter te conhecido. Não me arrependo de nada. Só tenho uma necessidade de ser feliz, de sorrir novamente. Infelizmente as marcas do meu corpo ainda doem e preciso me recuperar. Eu sei que logo isso irá passar.

Joyce Xavier - Trecho do livro "Depois da última lágrima".

21 março 2017

Homem tem que ter atitude - Rogério Oliveira e Joyce Xavier



Se for pra ser, que seja direito. Sem meio termo! Sem lenga lenga e disse me disse. Comigo é assim, ou vem pra modificar e fazer a diferença ou nem precisa vir. Eu quero que seja de verdade. Passei da fase do banho-maria, de me deixar levar pela carência e falta do que fazer nas noites de tédio.

Estou sem paciência para as inverdades ditas, para as saídas inúteis e promessas que jamais serão cumpridas. Não tenho tempo, meu coração não espera e por mais que eu tenha um pouco de pressa, quero o verdadeiro. Meu interesse maior, é encontrar o coração que também está tão perdido quanto eu. 

Sigo Cazuza: ''Eu quero a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.'' E que seja furacão e calmaria, na mesma intensidade. Que me torne o que eu nunca fui e desperte o que eu sempre quis. Que me cause as melhores sensações e delicias que só alguém de verdade é capaz de propor.

Que me faça recitar poemas, que me resgate da melancolia diária, que venha para saciar as minhas vontades, que me dê um pouco de liberdade, me aprisione nos braços e me transmita segurança. 

Esgotei-me dos embaraços e dos meus pés descalços que se esfolaram de calçar a alegria de ter uma companhia, quero derrubar a solidão que mora em mim, na verdade eu quero um amor sem fim.

Rogério Oliveira e Joyce Xavier

16 março 2017

Seu ex é meu atual. E daí?


Durante tanto tempo, você foi o inferno da minha vida. Eu ficava insegura, pois em qualquer briguinha, ele iria correndo para os seus braços. E quando brigava com você, vinha para os meus. Acredito que nessa histórias, somos vítimas. Qual o homem que não quer ter um aconchego, quando entra em algum desespero? Machismo e sentimento de posse, também estão inclusos em tudo isso.
Mas o tempo passou, eu segui a minha vida. Você também seguiu a sua, vejo que está feliz e o seu sorriso, diferente. Tem luz nele. Mas será que tem?
Enquanto isso, o seu ex resolveu criar uma vida comigo. Deixamos o passado para trás, tanto os erros dele, quantos os meus. Não sou santinha e dou a cara a tapa.
Sinto que você não ficou muito satisfeita. Mas na história, eu não fui burra. Ele te amava muito, eu era apenas a diversão. Ele me deixava esperando para te encontrar, ele me fez chorar por causa de você. Algumas vezes, eu queria que ele sumisse, pois assim, ele sairia da minha vida. Mas quantas vezes você o deixou escapar, e eu sem pedir, ele voltava pra mim?
Você fez tudo para mantê-lo perto: inventava histórias, gravidez e muito inferno. A única coisa que conseguiu, foi deixá-lo longe todos os dias. Eu não roubei nada de você, você me deu ele de presente de mãos beijadas. Você carimbou na teste dele “SOLTEIRO” e o jogou na vida. Eu só agarrei para ser feliz.

E mesmo depois de tudo, me procurou para falar mal dele. Disse coisas horríveis que não esqueço. Até mesmo, que eu não conseguiria realizar meus planos, ao lado dele. Bem, se ele é um bicho, não sei o motivo da sua procura atualmente.
Mantenha distância dele, de mim e de nós. Se fosse tão feliz com o seu marido, como diz para as pessoas próximas, iria guardar o passado na caixinha de lembranças. Viva o seu presente. 

Joyce Xavier 

20 fevereiro 2017

O verdadeiro amigo é...



O verdadeiro amigo não é aquele que anda do seu lado todos os dias e está todos os finas de semana, na mesma roda de cerveja. Às vezes, esse é o amigo que você mais tem sintonia, mas na verdade, pode não ser recíproco a sua amizade.

O verdadeiro amigo briga por você e tem opiniões próprias. Não é aquele que é neutro, mostrando-se imparcial com coisas que acontecem ao seu redor. Ele fala na lata (ou suavemente) o que observa de fora. Pois para ele, é muito mais fácil dizer. Ele não pensa com a emoção e sim, com a razão.

O verdadeiro amigo pode não ser tão carinhoso, mas é fiel aos sentimentos que sente por você. E a fidelidade, é o melhor ato de carinho que pode existir.

O verdadeiro amigo é aquele, que não aceita os seus defeitos, mas por te amar demais, te respeita pelo jeito que você é. E mesmo com os altos e baixos da vida e discordância de opiniões, é aquele que por mais que hajam ventanias, nunca vai deixar de estender a mão.

O verdadeiro amigo é aquele, que não precisa saber tudo da sua vida, mas te respeita as suas decisões e não deixa o egoísmo dominar os sentimentos.

O verdadeiro amigo é aquele, que mesmo que tenha novos amigos, não te deixa na mão e nem se quiser, esqueceu dos momentos que já passaram juntos.

O verdadeiro amigo é aquele, que sonha e também tem objetivos. Às vezes, os caminhos são complicados e ver um amigo progredir, não é sinal de impotência. É uma vitória conquistada. Quem é amigo, ama ver o outro feliz.

O verdadeiro amigo é aquele, que erra e que tem a humildade em pedir desculpas. E mesmo estando distante, não deseja o mal e muito menos, joga no vento todos os segredos do outro. Isso além de amizade, chama-se caráter.

O verdadeiro amigo é aquele, que deixa você quebrar a cara com a sua teimosia, mas não hesita em abrir os braços quando você precisa.

O verdadeiro amigo é aquele, que você deve conservar no coração. Pois no mundo do ódio e rancor, é difícil achar pessoas de boa índole.

O verdadeiro amigo não te trai, não te humilha perante a sociedade e muito menos, acha-se melhor do que você.

O verdadeiro amigo é aquele, que é verdadeiro com ele, com o outro e com o mundo.


O verdadeiro amigo pode não estar no outro, pode não estar em você, mas pode ser verdadeiro com os demais. Quando o verdadeiro amigo não existe em você e nem no outro, é hora de arrumar a mochila e partir. Talvez, foi um engano. Ou apenas uma afinidade incrível, que foi confundida com amizade. 

Joyce Xavier 

17 fevereiro 2017

O seu problema, não é meu.




Ando muito sem paciência e com preguiça de certas coisas. Não que eu seja intolerante, mas a vida anda tão corrida, que os nossos ombros pesam com as dificuldades da vida. Não tem mais espaço, forças e tempo, para carregar problemas que não são meus.


"Mas Joyce, isso é egoísmo"

Pode até ser por um ponto de vista, mas chega um momento da vida, que você cansa de só ajudar os outros e nunca se ajudar. Você cansa de doar e nunca receber. Você fica fraco de tanto batalhar, enquanto ninguém se move pelo seu próprio benefício. Tem uma hora, que você cansa de carregar o mundo nas costas, mas o mundo, não cansa de largar tudo em você. Tem horas que tudo sua paciência explode. E você também.


"Joyce, mas quando eu precisar, você não irá me ajudar?"


Claro que sempre irei ajudar, amar e abraçar aqueles que eu amo. A única coisa que não quero mais, é absorver os problemas dos outros, que no final de tudo, a única que não presta sou eu mesma. Pois as pessoas inventam coisas que você disse, simulam coisas, imaginam coisas e até inverte o que foi dito, para sair como "pobre coitado" e você não presta. E cansei de não prestar. Pois, quero tanto ajudar, que me prejudico.

Tem aqueles, que fazem um círculo vicioso de fofoca, como um telefone sem fio e quando chega nos seus ouvidos, a história está toda modificada, deturpada, maluca e coisa de filme de Harry Potter. É surreal. E com isso, geram brigas, desconforto, ofensas e mau-estar. 

Ninguém quer viver em guerras, em picuinhas e intrigas. Pelo menos, eu não quero. Se a pessoa não gosta de mim e me odeia, é um direito dela. Também não sou santa. Mas não sou obrigada a absorver tudo que não me faz bem. Problemas já tenho dentro de mim, comigo mesma. Não quero absorver dos outros. Não tenho mais espaço. Não me interessa.

Por isso, estou no momento de ficar na minha, afastada e quieta. Quem quer saber sobre mim, sabe aonde me encontrar. Quem não quiser, pode continuar distante. Não faz diferença nenhuma. 


Joyce Xavier 



24 janeiro 2017

O Diário dos 30 anos - parte dois








Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2016.
Sábado

Ano novo, vida nova e Diário novo. Ginger foi guardado com as outras agendas da época do colegial. Escrevo muito e guardo tudo. Rodrigo me presenteou e como você é mimoso, um rosa bebê com flores amarelas, irei te chamar de Baby. Sim Baby Spice... E não me pergunte “mais um com Girl Power?”, pois não temerei em responder. Então Baby, podemos começar?

Ontem, primeiro dia do ano, primeiro dia de 2016 e eu acordei nua dentro do banheiro. Nua, totalmente nua como vim ao mundo. Eu fedia a cachaça e meu cabelo estava molhado por causa da minha baba. Diana dormiu com um de seus filhos aqui em casa e quando o pobrezinho acordou e foi até o banheiro, eu estava lá. Lembro-me que quando abri os olhos e tudo estava confuso, minha cabeça doía muito e eu via duas Diana olhando para mim. Sim, Diana estava lá, rindo no banheiro, fotografando tudo e registrando aquela cena deplorável na qual eu me encontrava. Levantei-me e apoiando-me com as minhas mãos ainda vomitadas sobre o vaso sanitário, arranquei com toda a fúria embriagada o celular das mãos de Diana e arremessei contra a parede. Eu precisava de ajuda e não de paparazzi disfarçada de amiga, aquela amiga que quer estampar nas primeiras páginas de todos os jornais a minha desgraça.

Sai pela porta do banheiro me sentindo sexy e desfilei nua pela minha casa, não havia mais ninguém. A festa de réveillon deve ter sido maravilhosa, pois a minha casa estava um caos. Minha cabeça explodia de ressaca e os berros de Diana estavam me deixando irritada. Vesti-me rápido e em câmera lenta, ignorei a presença dela acompanhando os meus passos. Parecia uma sombra, uma perseguição, vodu, encosto...

Abri a porta da geladeira, peguei a primeira garrafa de água e bebi no gargalo. Não havia visto nenhum copo limpo por perto, somente a pia repleta de louça e uns cacos de vidros pelo chão. Percebi que a festa havia sido tão boa, que além de ter feito um estrago no meu fígado, havia feito na casa também.

Quando caí na real, olhei para o lado e percebi que Diana não parava de gesticular. Sua boca se movimentava, seu rosto estava com uns traços estranhos... Não sei explicar, e com um de seus braços para o alto, ela o balançava e eu logo pensei “pronto, incorporou”. A minha dor de cabeça era tanta, que eu não conseguia ouvi-la e cheguei a me perguntar, que tipo de droga eu havia usado na noite anterior, mas por sorte, era tudo culpa somente da bebida. Eu não tinha culpa de nada. Ou quase nada.

“Quantos aparelhos você quer?” – gritei. Eu queria que ela parasse de berrar, eu não queria ver ninguém e estava na depressão pós porre de cachaça. Eu só queria que ela sumisse com aquela careta aterrorizante, estilo do filme “Pânico”. Lembro-me que eu morria de medo do filme e sofri junto com a Neve Campbell de tanta aflição. Sem piedade da minha destruição, ela disse batendo com a sua mão direita no peito “Eu compro a marca que eu quiser, se eu quiser eu compro o caralho todo!” Na verdade, eu até gostaria que isso fosse verdade, que ela comprasse o caralho todo, que tivesse tanto caralho na vida dela, que ela enchesse a boca de caralho e não enchesse a porra do meu saco.

Olhei desnorteada pela casa, levantei as almofadas que estavam jogadas pelo chão, me ajoelhei e olhei por debaixo dos sofás, mesa de jantar, enquanto Diana gritava “o que procura? O que procura?”.  Não disse nada, só pensei “teu cu”, mas resolvi me calar. Achei a minha bolsa, peguei o cartão de crédito e joguei em sua direção aos berros “compra esta merda e saia da minha frente... Sai daqui sua imbecil”.

 O cartão caiu no chão e enquanto ela se abaixava para pegar, eu andei em direção a porta para abri-la. Parada e com um sorriso debochado, aguardei impaciente que ela arrumasse suas coisas e ajeitasse o seu filho. Na verdade, eu queria era ficar sozinha. 

Despedi-me com um “passar bem” e voltei a dormir, só que desta vez na minha cama, que não me deixou no dia hoje. Além de ter perdido a sociedade com Diana, perdi a dignidade e meu macho novo. Devo ter feito uma merda muito grande no réveillon, Rodrigo não me ligo e não atendeu as minhas ligações. Um bom começo para um ano novo.







19 janeiro 2017

Eu sempre fui a mesma


Não, eu não mudei. Eu estava mudada. Frequentava certos ambientes, que me traziam a alegria momentânea e as lágrimas ao descansar. Pernoitava longas noites com uma multidão de corações vazios. Sorria para agradar e chorava quando não conseguia mais aguentar. Correspondia com falsas atitudes para ser aceita.

Com medo da rejeição, sorria para ser querida e cantava melodias que não me satisfaziam. Conheci muita gente do bem, mas conheci gente do mau também. Modifiquei-me em uma pessoa que sempre critiquei e não queria ser. Esfarelei afeições, iludi-me com emoções e caí em diversas tentações. R

Rejeitei bons conselhos e por muitas vezes, nos momentos de solidão, me encontrei em desespero. Minhas ocasiões em revolta, eram para chamar atenção de quem não me entendia. Mas era impossível cobrar entendimento de alguém, se eu mesma não conseguia me interpretar. Substitui minhas vontades por lazeres em troca de amizades. Perdi minha identidade, esqueci das minhas verdades e me iludi ao acreditar em certas fidelidades. 

Não vivo em uma nova fase e sim retorno para meu antigo habitat. Devolver a minha alma minhas próprias vontades e recuperar a minha verdadeira pulsação que estava desaparecida, faz de mim uma mulher extremamente enlouquecida pela minha vida.

Joyce Xavier